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Irmã Imelda Maria Jacoby fala sobre a Escola do Perdão e Reconciliação (ESPERE)

Por Evandro Carvalho


Representantes das paróquias da diocese concluem Escola do Perdão e Reconciliação (ESPERE)/Foto: Anderson Machado.

O final de semana (21 e 22) foi marcado pela segunda etapa da Escola do Perdão e Reconciliação (ESPERE), realizada no Centro de Pastoral em Uruguaiana (RS). Com a assessoria da Irmã Imelda Maria Jacoby, de Passo Fundo (RS), diversos agentes de pastoral das paróquias da diocese puderam refletir sobre os fundamentos da "Justiça Restaurativa". A Pastoral da Comunicação (Pascom) entrevistou a irmã Imelda para falar sobre o significado e a importância desta Escola. Confira a entrevista.

Pascom - O que é a Escola do Perdão e Reconciliação (ESPERE)?

Ir. Imelda Maria Jacoby - A Escola do Perdão e Reconciliação que para nós são os “Fundamentos da Justiça Restaurativa” é uma vivência que atinge quatro dimensões do ser humano: cognitivo, emocional, comportamental e transcendental. Visa o autoconhecimento, compreensão da violência e desenvolvimento dos passos da vingança para a reconciliação. Todos somos vítimas, mas também, agressores. Trabalha habilidades emocionais, ajuda a perceber o perdão a si mesmo e ao outro como presente a si próprio e percebe sua importância para a saúde física e psíquica. Reflete sobre as lógicas da verdade, desenvolvimento dos conflitos, oferecendo uma série de ferramentas de comunicação assertiva para lidar com as mais variadas situações que o dia a dia nos apresenta. Também faz uma abordagem sobre o que a Justiça Punitiva traz como resultado na sua aplicação. As vítimas são ignoradas e não há responsabilização e restauração de danos enquanto a Justiça Restaurativa favorece e requer atitudes concretas a saber: reconhecimento do erro por parte do agressor, sua responsabilização, reparação do dano e reconexão das pessoas.

Pascom - Na Escola do Perdão e Reconciliação se fala em Justiça Restaurativa. Existe uma diferença entre a Justiça Restaurativa e a aplicada geralmente no contexto judicial?

Ir. Imelda Maria Jacoby - Com certeza, há uma grande diferença. Como já afirmamos que a Justiça dos tribunais pune e a pessoa que cometeu um crime paga ao Estado com uma pena, em cárceres superlotados, sem contato nenhum com sua vítima e sem mesmo fazer uma restituição de bens materiais e/ou danos emocionais/físicos/psicológicos causados às vítimas. A Justiça Restaurativa busca realizar este encontro entre agressor, vítima e comunidade de apoio de cada um para juntos encontrar formas de reparação dos danos. Temos um longo caminho a percorrer.

Pascom - As famílias tem aderido a ideia da Justiça Restaurativa?

Ir. Imelda Maria Jacoby - Em nossos cursos vivenciais na Escola do Perdão e Reconciliação com os presos, ouvimos de muitos encarcerados o desejo de se encontrarem com as vítimas que fizeram para pedir perdão. Solicitam também o nosso apoio para conseguirem se reaproximar de seus familiares com os quais perderam o vínculo. O fato de iniciarem um processo de autoconhecimento e de se perceberem também como vítimas e estarem repetindo a agressão sofrida, muitos ainda decorrentes da infância, os auxilia para sair do ciclo da violência. Eles nos pedem para dar o curso para todos os presos, para seus familiares,nas escolas, e até dizem que também os que irão casar deveriam antes participar deste curso.

Pascom - Qual a sua opinião sobre o Sistema prisional Brasileiro e como a Escola do Perdão e Reconciliação pode colaborar neste sistema.

Ir. Imelda Maria Jacoby - Sem dúvida nenhuma é uma significativa contribuição. Trabalhamos e estamos oferecendo oportunidades desde 2010 para a Pastoral Carcerária, 2011 para os agentes penitenciários e a partir de 2014 para presos. Acabamos de realizar um workshop, em Porto Alegre com o convite do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) para, como Pastoral Carcerária partilharmos as nossas práticas restaurativas aqui no Rio Grande do Sul. Ficamos muito felizes em perceber que no RS temos iniciativas que são reconhecidas pela SUSEPE e também pelo DEPEN que deseja implantar esta política em todo o Sistema Prisional Brasileiro. Igualmente queremos expressar nossa alegria de termos podido dar este Curso – Fundamentos da Justiça Restaurativa - para um grupo de agentes da Pastoral Carcerária da Diocese de Uruguaiana com o empenho da Coordenação da mesma, na pessoa do Dr. José Fábio dos Santos e auxílio da Coordenação Diocesana da Pastoral.

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