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Uma Paróquia Missionária

por padre Alvano Tadeu S. Freitas

A diocese de Uruguaiana, com o objetivo de realizar a sua missão evangelizadora, assume, ousada e corajosamente, o compromisso de ser uma IGREJA, COMUNIDADE DE COMUNIDADES EM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃO. Sua tarefa será sempre a de anunciar Jesus Cristo e reproduzir os seus gestos e ações no tempo presente, nas situações e circunstâncias mais variadas. A partir da Conferência de Aparecida define-se ainda melhor este compromisso missionário das Igrejas Paroquiais, quando se acentua que “a renovação missionária das paróquias se impõe, tanto na evangelização das grandes cidades como do mundo rural de nosso Continente, que está exigindo de nós imaginação e criatividade para chegar às multidões que desejam o Evangelho de Jesus Cristo” (DAp 173).

Todos os batizados estão destinados a serem missionários em suas respectivas paróquias. A fidelidade a esta convocação exigirá deles uma disposição irrenunciável e permanente. Caberá a cada um e a todos a capacidade de pospor qualquer outra realidade ao mandato missionário de Jesus (Mt 28, 19). O mesmo Documento de Aparecida, acima citado, quando se refere ao serviço prestado pelos párocos e sacerdotes em geral nas suas atribuições específicas, explicitamente fala que “a primeira exigência é que o pároco seja autêntico discípulo de Jesus Cristo, porque só um sacerdote apaixonado pelo Senhor pode renovar uma paróquia. Mas, ao mesmo tempo, deve ser ardoroso missionário que vive o constante desejo de buscar os afastados e não se contenta com a simples administração” (n. 201).

Mais adiante, o documento diz que “não basta a entrega generosa do sacerdote e das comunidades de religiosos. Requer-se que todos os leigos se sintam corresponsáveis na formação dos discípulos e na missão” (n. 202). Trata-se de uma paróquia que coloca os seus membros a serviço da única e mesma causa, sem exclusão de ninguém. Pensa-se numa legião de pessoas batizadas que assumem o necessário compromisso missionário, orientadas por um único projeto eclesial.

O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, manifesta, sem meias palavras, aquilo que está em seu coração de pastor: “ sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo...” (n. 27). O seu sonho indica que o vigor da missão retorne, ou seja, que todos os agentes de pastoral tenham uma atitude constante de “saída”, para que as pessoas, até o momento distantes da comunidade, tenham a oportunidade de compartilhar da amizade com Jesus. Tal afirmação, implica uma saída para testemunhar que Jesus quer infundir nas cidades vida em abundância e mostrar às pessoas cansadas e feridas que a comunidade é a casa paterna, onde há lugar para todos, apesar de sua vida difícil e sofrida.

Pela força e iluminação do Espírito Santo, Jesus vai nos encorajando a todos para a missão que precisa ser realizada nos diversos contextos humanos, sem qualquer tipo de medo, munidos de alegria, de confiança e de esperança que advém, sobretudo, do vigor da Palavra e da Eucaristia. Todo e qualquer missionário, autenticamente comprometido com a sua árdua tarefa, deve colocar-se a serviço dos outros e ser profundamente humano e, ao mesmo tempo repleto de Deus.

Os bispos brasileiros, ao definirem as novas diretrizes da ação evangelizadora para o período 2015-2019, assinalam que “diante da realidade que se transforma, a Igreja ‘em saída’ é convocada a superar uma pastoral de mera conservação ou manutenção para assumir uma pastoral decididamente missionária, numa atitude que é chamada de conversão pastoral, como caminho da ação evangelizadora. Voltar às fontes e recomeçar a partir de Jesus Cristo, faz a Igreja superar a tentação de ser autorreferencial e a coloca no caminho do amor-serviço aos sofredores desta terra” (n. 30). Semelhantes ao Mestre, os discípulos precisam testemunhar com suas vidas o Evangelho do Reino, sendo sinais visíveis de bondade, de misericórdia, de compaixão e de ternura, bem como, dinamizadores de um processo que se desenvolva na direção da verdadeira transformação das consciências e das relações humanas em geral.

Desejamos que a experiência proporcionada através deste ano pastoral de 2016, leve-nos a uma profunda transformação, conversão e superação de uma mentalidade de pastoral “sacramentalista”, de mera conservação ou manutenção, para uma pastoral “com alma”, retornando às mais puras fontes do cristianismo, caso se queira ser uma presença significativa no dia-a-dia das pessoas e comunidades.

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